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segunda-feira, março 08, 2004

Herói 

É exactamente nestes momentos.
Quando nos persegue um mal-estar. Algo que nos paralisa os braços quando a cabeça parece não querer descansar.
Queria produzir. Conseguir ter aquele dom dos heróis que sempre extravasam.
Daqueles que não conhecem a dor do cansaço. Que vão sempre descobrindo com o sorriso na boca.
Não encontro nem sei como sair desta permanente apatia.

Afinal não há heróis. Tudo é puxado a ferros.
Gostava de acreditar nos momentos de descoberta.
Quando pegas as mãos dobrando os dedos bem no alto.
Desconjuntados. Mal dormidos. E vem a fresta de esperança que cobre todos os desânimos.

São esses os momentos que os heróis mantêm.
Eternizam e vivem-no no cansaço.
Acolhem o desânimo de braços abertos porque sabem que algo grandioso está por chegar.
A descoberta.

O Herói. Desde sempre o soube. Nunca duvida do grande sorriso que está para surgir.
Soou. Gemeu. Chorou. Morreu?
Mas a descoberta ninguém Lhe tira. Vive para descobrir.

A descoberta sempre soube abafar.
Nunca apagou o quebranto. Nunca foi essa a sua intenção.
Existe a dor, para conseguir apanhar a plenitude da descoberta.
Conseguir sequer raspar os seus recantos,
tocar-lhe ao de leve.
É exactamente nestes momentos,
que gostava de ser herói.

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