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segunda-feira, março 29, 2004

O império do efémero ou a busca do silêncio 

Fui andando.
'Fónes' nos ouvidos, a conversar.
Parei. Dei mais dois passos. Onde vou? Sei lá, vou andando.
Uma rua sinistra. É preta e sombria. Aumenta o volume.
Passo mais rápido, riso à gargalhada, abafa lá o silêncio!
Paro mais tarde. Onde vais tu? Eu vou para o mesmo lado.
É para onde toda a gente vai.
Continuamos. Podemos comer. O quê? O que queres fazer?
Não sei, qualquer coisa diferente. Vamos é embora daqui.
Aumenta o som. Passa um carro. Dois. Corre e descansa.
Sinto um toque no braço. Olho de repente.
"não saias de ti próprio; no teu interior habita a verdade"
Hã? Continuo a andar. Olho para trás. O que é que ele disse?
Não sei. Era um louco.

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