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sexta-feira, abril 02, 2004

Saber do nosso mundo 

Será que vale a pena ter consciência do mundo em que vivemos?
Se me tivessem perguntado há algum tempo atrás se calhar a minha resposta não tardaria e seria óbvia: claro que sim. Ter consciência do mundo que te rodeia; poder pegar neste teu tempo e dar-lhe um nome. Saber o que veio antes, imaginar - quase chegando a sonhar - o que vem depois.
Hoje, não sei bem se será assim. Às vezes, como me tenho sentido ultimamente, entra uma desilusão. Uma desilusão que se faz acompanhar por uma incapacidade de mudar seja o que for.
Sonhar, sonhar alto. Mas ver-me num mundo que não sonha comigo. E não, não quero ser ingénuo.
Ver o que se passa, e ter um peso enorme que me tenta localizar. Ter bem a certeza onde me quero meter. Porque sim, existe sempre uma gaveta na qual nos metemos. Existe sempre um rótulo para pôr.
Qual será a liberdade sem rótulos? E como funcionará essa liberdade se não poder tocar em ninguém?
Não existe.
Como responder? Não seria tudo mais fácil se não tivesse consciência do mundo que nos rodeia? Seria como uma criança que sonha e faz. Tem as suas consequências, mas a minha ingenuidade cegar-me-ia no prazer de poder sonhar.
Organizar o caos. Parece-me pouco. Parece-me alguém que apenas vem remendar e limpar os cacos. Impôr silêncio num mundo que foge dele. Trazer luz e nem darem por ela. Semear praças, aparecerem desertos. O susto de viver por debaixo de uma sombra tecnológica. Uma sombra que nos cobre dos pés à cabeça e que dela já não escapamos. Uma sombra que nos atira para fora...sem mapa de regresso.
Ver o céu e viver nessa ilusão. Uma ilusão que não percebe que não somos nós que estamos mais perto, foram as nuvens que se chegaram.
Escapar. Será essa a solução? Viver com quem ainda sabe como se vive. Se VIVE. Aprender. E assim poder viver como a criança, no sonho. Ali poder permanecer.
Ganhar aquilo que preciso, esperança..e fé!

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