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terça-feira, maio 25, 2004

Modernidade.. 

..e não, ser moderno!
Continua a pergunta..O que é a modernidade?
Em resposta ao Projecto, há uma grande diferença. Não falo em ser moderno no sentido mais comercial da coisa. Um ser moderno que procura a vanguarda ou o estilismo da moda corrente. Não se trata de uma procura pelo que poderá ser um homem moderno no sentido de alguém que se senta e se projecta no mundo ou para o futuro. Não falo em alguém que se procura encontrar e nesse sentido, ser moderno. Estou a falar de modernidade. Uma posição distante e que apenas observa.
A arquitectura projecta. Transforma o ser moderno. Analiza o que isso significa e propõe. Propõe uma modificação ou uma estagnação. Uma oposição ou um assumir da corrente. Esse é o seu trabalho.
Modernidade está, apesar das suas constantes modificações, quase que emoldurada num quadro para poder ser analizada. E é disto que tratava a minha pergunta. Não de uma projecção para o 'correcto' ser moderno, mas uma simples análise:

Como é o Homem de hoje? Como vive ele em sociedade? O que é que ele aproveita da cidade? Quais os sítios que prefere para se encontrar? Que actividades lhe atraem mais atenção? O que é o espaço público de hoje? O que é o espaço privado de hoje? Onde estão os limites? Faz sentido ter limites? O que atrai a este Homem na televisão? Como é que se relaciona com os seus e com os que não conhece? Como é que ele habita? Quais as mudanças que se têm assistido na sua vida e na sua maneira de se relacionar, com as constantes atracções existentes? Quais são as atracções existentes? O que é, para ele, a atracção?

Poderia continuar. É neste sentido que coloco a pergunta. Julgo que o 'ser moderno', não a responde. E trata outro qualquer assunto. É um texto engraçado de alguém que procura uma posição ética no seu mundo. Que procura, perante a modernidade, um 'ser moderno'. Mas será, digo eu, bastante pessoalizado.
E é com base nestas perguntas, nas suas respostas (ou na falta delas), que se estabelecem as bases para o que poderá ser a arquitecura. De hoje. E para amanhã.

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