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sexta-feira, setembro 17, 2004

Que belo dia 

Rir é para os tolos e eu, pois concerteza, sou um deles! Sim, ainda há uns minutos estava a rir para o monitor do meu "laptop", num local onde mais pessoas trabalham também olhando para as suas maquinetas ligadas em rede ! De repente, uma gargalhada mais sonora escapou, e um subito FODA-SE saiu-me das entranhas! As pessoas que estavam à minha volta viraram as suas atenções para mim, e eu a continuar a rir! Tentei conter...mas a minha aparência encarnada acusou-me! Voltei a repetir...foda-se...foda-se! Foi como se nada fosse! Para as pessoas que me olhavam foi como se tivesse dito, "que belo dia"!!!

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terça-feira, setembro 14, 2004

Ninguém nos entende! 

"Architecture has always represented the prototype of a work of art the reception of which is consummated by a collectivity in a state of distraction."

Walter Benjamin em "The Work of Art in the Age of Mechanical Reproduction"

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Parabéns a mim! 

Sim...parabéns! Fui um dos que o leu, Lourenço!
Até estive melhor. Fui mais longe: li igualmente a versão1 do embate. Gostei. Um dia isso teria que acontecer. Gostei especialmente porque me fez lembrar que o blogue é igual a...um blogue. E mais nada. E a razão deste, por exemplo, é ir trocando experiências com os meus co-blogueiros! De repente, porque a 'Arquitectura e Vida' é louca o suficiente para enunciar o que aqui escrevemos, será que algo deve modificar? Parece-me que não. Julgo que é essa liberdade que tentam anunciar. E por isso, continuamos.

Por falar em trocas e experiências, devem pensar que este câmbio com o Jorge foi do acaso. NADA DISSO. Estava tudo calculado.
p.s. - Jorge, desculpa lá mas ainda não tive tempo para escrever um mail como deve ser. Brevemente meu amigo. Vai-te mantendo em pé! (se é que me faço entender...)

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quinta-feira, setembro 09, 2004

De volta! 

"Fala-nos do Trabalho.
E ele respondeu, dizendo:

Vós trabalhais para poder manter a paz
com a terra e a alma da terra.
Pois ser ocioso é tornar-se estranho às estações
e ficar afastado da procissão da vida
que marcha majestosamente
e com orgulha submissão em direcção ao infinito.
Quando trabalhais sois uma flauta
através da qual o sussurro das horas
se transforma em música.
Qual de vós quereria ser uma cana muda e silenciosa, quando
tudo o resto canta em uníssono?
Sempre vos disseram
que o trabalho é uma maldição e o labor um infortúnio.
Mas eu digo-vos que quando trabalhais
estais a preencher
um dos sonhos mais importantes da terra,
que vos foi destinado quando esse sonho nasceu,
e quando vos ligais ao trabalho,
estais verdadeiramente a amar a vida,
e amar a vida através do trabalho
é ter intimidade com o segredo mais secreto da vida."
Kahlil Gibran, em O Profeta

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segunda-feira, setembro 06, 2004

Ao encontro da banalidade  

O meu sistema de orientação demorou um pouco a se adaptar,mas um dia bastou para perceber os caminhos mais marcantes. Senti-me um verdadeiro Kevin Lynch em busca de pontos marcantes, construindo um mapa mental. Até posso dizer que tive o primeiro dia banal desde que cheguei. Acho que aconteceram as coisas mais banais, necessárias para tornar um dia igual a tantos outros. Felizmente para mim, porque julgo que necessito de uma certa banalidade para manter o equilíbrio psicologico. Acho que ela, banalmente, esta a chegar, com a repetição dos mesmos gestos.
Aulas, vir para casa, preparar uma refeição de combate, olhar para os desenhos rabiscados durante a manhã ao som dos ornatos (importante num dia banal), e de seguida esperar pelo jantar. Lavar a loiça, depois o café e por fim o computerinmyroomevening, e talvez um copito até mais tarde! Só falta mesmo a ligação à internet. OHHHHH...louvada sejas. Amanha vou tornar o dia ainda mais banal, tentar conseguir uma comunicação com o meu “Lap top”, e zzttt... viciar-me no messanger...banalmente comunicar com os outros, e ficar nesse derradeiro deleite o tempo que for possível.

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quarta-feira, setembro 01, 2004

Chegada 

Foi complicado ...mas cheguei. Foi duro... mas sobrevivi. O processo Kafkiano no qual entrei corroeu-me ate ao tutano, mas acho que no fim consegui fugir ao derradeiro momento da execuçao.
Espero que esta especie de permuta que fiz com o meu co-bloguista (talvez sem ele saber) traga frutos que mais tarde poderao vir a ser uteis.

Tudo o que eu vejo agora (em Eindhoven) e novo, estranho, e naturalmente diferente. O duro processo de me organizar e ter o minimo de coisas sobre controlo e desgastante, mas possivel. Sem duvida que sera um desafio aliciante para a complicada pessoa que sou.

Como seria de prever, a sensaçao de tabua raza, aquela que nos diz que nao sabemos realmente nada de nada, foi a primeira a aparecer nos primeiros contactos...e as duvidas que tinha quando sai de Lisboa ainda trouxeram maiores e mais complexas duvidas. Talvez esteja acontecer o mesmo ao tipo que esta no computador ao lado, tambem a escrever um mail.

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